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Palavras de D. Nuno Almeida na Abertura das Primeiras Jornadas de Liturgia [1]Sáb, 28/06/2025 - 17:38

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Bragança, 28.06.2025 1.A todos saúdo e dou as boas-vindas! Neste Ano Jubilar, é motivo de esperança e de alegria a presença de cada um de vós. Sois servidores das vossas comunidades e é por isso que aqui estais! Um grande e sentido bem-hajam! Motivo de grande alegria e gratidão é a presença e participação de D. José Cordeiro: cresceu como cristão, padre e bispo nesta sua e nossa querida diocese de Bragança-Miranda. Agora, é o nosso Metropolita. Seja muito bem-vindo! Muito obrigado por ter aceitado este convite no meio de tantos afazeres e responsabilidades! Agradeço ao Pe. Bento e aos membros da Comissão Diocesana de Pastoral Litúrgica e de Espiritualidade todo o trabalho que realizam e, nomeadamente, a organização destas Jornadas. Muito obrigado! 2.É motivo de esperança a realização destas Jornadas de Pastoral Litúrgica, pois seguir-se-ão as Jornadas de Pastoral Profética e de Pastoral Social, organizadas pelas respetivas Comissões Diocesanas. Esperamos que não sejam somente mais um evento, mas caminho que queremos percorrer juntos. Agradecemos, penhoradamente, ao Prof. Carlos e à Escola Emídio Garcia que mais uma vez nos oferece generosa hospitalidade, mas desejamos que, em breve, as jornadas de formação se realizem no seu lugar natural e próprio: a Casa Pastoral Diocesana. Como é do conhecimento de todos, as obras da primeira fase estão concluídas e esgotaram os recursos financeiros. Para podermos recomeçar estas obras da Casa Pastoral Diocesana, de todos e aberta a todos, na hospitalidade, na espiritualidade e formação, precisamos de muitos e generosos benfeitores: «Cada um dê como dispõe em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria» (2Cor 9,7). Precisamos de quem dê generosamente e com alegria! Com raras exceções as paróquias, as IPss e outras instituições têm casas dignas e funcionais. Chegou a hora da Diocese! 3.A pastoral litúrgica tem como finalidade a participação ativa, plena, consciente e frutuosa dos fiéis na celebração cristã e, como consequência, a edificação do Corpo de Cristo, mediante a santificação e o culto a Deus (cf. SC 10 e 14). A pastoral litúrgica é um saber fazer, uma arte de conduzir os cristãos para uma vivência mais profunda do mistério da salvação, mediante a participação consciente, ativa e frutuosa, a que têm direito, nas celebrações litúrgicas, em virtude do batismo. No conjunto das ações pastorais da Igreja, a pastoral litúrgica tem características específicas: Deve imbuir-se de carácter evangelizador, é impregnada de uma dimensão educativa/formativa do ser cristão, é sempre criadora de comunhão e de comunidade. 4.Uma celebração viva da liturgia vai criando pouco a pouco um estilo de comunidade consciente da sua fé, alegre, viva, atraente, que pode dar testemunho de vida cristã, perante os não crentes. De modo especial, e como parte fundamental da celebração na sua dimensão evangelizadora, a pastoral litúrgica deve integrar coerentemente o testemunho pessoal e comunitário ao serviço dos pobres e marginalizados (cf. At 2,42-47). Além disso, uma boa pastoral litúrgica ajuda a purificar a celebração de deficiências, da rotina, da superficialidade e de comportamentos contraditórios com a fé, que muitas vezes, podem afastar crentes e não crentes. Portanto, a pastoral litúrgica é fundamentalmente educativa, pois a sua tarefa principal é formar o povo no sentido do próprio Deus e do sagrado; introduzir os cristãos no espírito da celebração; criar um sentido de Igreja; ensinar a participar melhor na oração comunitária; ajudar a compreender as diversas celebrações, etc. 5.Na Pastoral Litúrgica o que está em jogo é a busca do sentido mais verdadeiro da liturgia cristã, o mistério de Cristo que por amor gratuito se dá a nós e que de nós espera ser livre e condignamente acolhido através de uma fé professada, celebrada, vivida e testemunhada. Isto exige que a celebração, no respeito pelas normas litúrgicas, seja guiada pela “sabedoria celebrativa” a fim de que se realize com a devida dignidade e beleza e abra o coração à contemplação, ao encanto e ao deslumbramento do mistério celebrado. A centralidade teológica e espiritual da Eucaristia deve traduzir-se numa experiência celebrativa, pessoal e comunitária, de alta qualidade, isto é, de excelência. 6.Sem pretender abarcar todas as atividades e tarefas próprias da pastoral litúrgica, enumeramos os principais campos aos quais se deve dar especial atenção: O domingo, o ano litúrgico, a liturgia sacramental, a oração comunitária, a religiosidade popular …! É necessária uma aprendizagem permanente na liturgia que é dada pela arte de celebrar bem por parte de quem preside e de todos os participam na celebração. A liturgia educa para a liturgia: fazer bem aquilo que se faz é o primeiro ato educativo. Depois, há que ativar uma formação permanente para a liturgia, em modalidades diversas, para as várias componentes da assembleia (crianças, adolescentes, jovens e adultos), de tipo mistagógico e não meramente didático ou escolar. Nunca é demais recordar que a pastoral litúrgica deve promover a dignidade e beleza, harmonia, proporção e elegância em tudo o que se diz, faz e canta, tendo como base uma espiritualidade de adoração do Mistério, são os requisitos de fundo para uma celebração de qualidade. 7.Em cada Unidade Pastoral, a Equipa de Pastoral Litúrgica deve ocupar-se com a preparação das celebrações, a realização das celebrações, a educação litúrgica da comunidade, a formação litúrgica dos membros da própria equipa. Em cada paróquia, é preciso (é urgente que exista!) um(a) moderador(a) ou coordenador(a) da Pastoral Litúrgica, que faz parte da Equipa Pastoral Paroquial (EPP) e do Conselho da Unidade Pastoral (CUP). No dia do Corpo de Deus fizemos um pedido público às Irmãs Reparadores Franciscanas de abrirem a sua Capela, onde acontece adoração do Santíssimo Sacramento e de coordenarem a reorganização e acompanhamento do Lausperene Diocesano. O pedido foi aceite. Muito obrigado, em breve serão dadas boas notícias. Na alegria de vivermos como irmãos e irmãs, aproveitemos bem esta manhã! Confiamos os nossos trabalhos à Senhora das Graças e a S. Bento! +Nuno Almeida Bispo de Bragança-Miranda

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